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Eu não decidi ser freelancer de uma hora para outra, e também não foi assim quando decidi deixar de ser. Existem muitos fatores, muitas variantes em jogo, e a decisão é importante demais para se tomar como se fosse um prato em um cardápio.

Muitas pessoas me perguntam qual o momento certo para ingressar na carreira freelancer, talvez você já tenha se feito este mesmo tipo de pergunta:

Posso te mostrar uma coisa?

Antes de continuar a sua leitura, posso te contar uma novidade? Eu lancei recentemente a minha própria plataforma de cursos online, a Suíte Criativa, e depois de 5 anos publicando vídeos, tutoriais e dicas no canal do Clube do Design no youtube eu finalmente desenvolvi o meu próprio curso online de Illustrator com certificado.

Se você puder, dá uma olhadinha lá no site e conheça o meu curso de Illustrator. Tenho certeza de que você pode aprender muito sobre um dos aplicativos criativos mais usados do mercado. Não se assuste, o preço é barato sim! O meu objetivo é que todas as pessoas possam ter acesso a ensino de qualidade, por um preço extremamente acessível.

Obrigado! Continue com a sua leitura ;)

  • Posso ser freelancer logo que sair da faculdade?
  • Preciso de experiência prévia para ser freelancer?
  • Posso largar o meu emprego para ser um freelancer?

Os passos seguintes a estes questionamentos podem mudar a sua vida para sempre, então eu vou contar como isso aconteceu pra mim, e te mostrar todo o longo caminho que eu percorri até eu decidir me tornar freelancer.

Este artigo faz parte do Diário de um freelancer, um ebook gratuito do Clube do Design. Você pode ler todos os capítulos publicados clicando aqui e também pode baixar o ebook em PDF para ler de onde estiver.

Não podemos ignorar que a grande maioria das pessoas que decidem seguir a carreira criativa fazem isso bem antes de entrar para uma faculdade. O desejo pela arte, por cores, formas, comunicação, palavras. Isso desperta no seu interior naturalmente, como se você tivesse nascido para fazer aquilo.

Infelizmente nem todos podem seguir pelo caminho mais óbvio: 1. Fazer uma faculdade. 2. Conseguir um estágio. 3. Conseguir um emprego. Então muitas pessoas se descobrem e se tornam criativas por conta própria, seja porque não tiveram oportunidade de seguir o óbvio, seja por terem escolhido tarde demais o que queriam da vida, ou qualquer outro motivo que as tenha desviado deste caminho.

Por isso, você sabe que existe muita gente que começa a aprender e trabalhar por conta própria. Começa com o aprendizado na internet (antigamente eram CDs de cursos), livros e tutoriais. Desenvolve um cartão de visitas para um vizinho, para um comercio do bairro. Investe em treinamentos, cursos livres, profissionalizantes ou técnicos e quando menos se espera, já está trabalhando ativamente no mercado.

Embora esta não seja a melhor maneira de começar, vemos isso acontecendo todos os dias. Sejam pessoas que abrem seu próprio negócio, sejam pessoas que conseguiram arrumar um emprego na área e por isso tem mais chances de desenvolver aquilo que gostam de fazer. Eu expliquei por quê isso acontece com tanta facilidade hoje em dia no primeiro capítulo.

Como tudo começou para mim

Aos 15 anos eu arrumei o meu primeiro emprego no ramo. Moleque, eu já tinha sido de vendedor à garçom (sim, naquela época eu dava duro nos finais de semana em uma praia aqui perto de casa). Comecei a trabalhar em um pequeno box no terminal rodoviário onde tirava cópias, fotos 3×4 e digitava currículos.

Foi recortando e editando fotografias 3×4 que eu descobri o que eu queria fazer! Passei quatro anos neste emprego, absorvendo tudo o que podia sobre o assunto, já que era o único lugar onde eu podia acessar a internet. Eu sequer sonhava em poder comprar um computador.

Mas eu comprei! No meu último ano neste emprego eu consegui comprar um computador, e foi quando eu pude começar a estudar ainda mais sobre o que eu queria ser. Baixei aplicativos, apostilas, e comecei a frequentar um seminário que acontecia todo ano em Belém, o Amazônia Photoshop.

Uma noite eu fui à casa de um amigo. Ele trabalhava em uma gráfica, mas estava saindo por que tinha sido aprovado no concurso público da cidade. Ele me disse que queria alguém para substituí-lo, foi quando deu a ideia de me indicar.

Topei na hora e mandei o meu currículo por ele. Não tinha quase nada, só um cursinho de informática básica, outro de manutenção de computadores e redes, e a experiência de quatro anos como “digitador” (era o que constava na minha carteira de trabalho). Na verdade, na carteira só constavam 8 meses de experiência, já que só foi assinada muito tempo depois de eu ter entrado no primeiro emprego.

Não sei se eu tive muita sorte ou se o dono da gráfica não tinha outra escolha a não ser eu, mas fui chamado! Fiz um teste rápido, apenas para demonstrar se eu sabia alguma coisa de manipulação de imagens e domínio básico do CorelDRAW, o aplicativo usado pela gráfica.

Muito do que eu sei hoje eu aprendi ali, foram mais de 8 anos de experiência editando imagens, criando formulários, cartões, convites, rifas, ingressos e tudo o mais que você possa imaginar ser possível de imprimir. Claro que a gráfica era pequena, mas me ajudou a enxergar um universo muito maior do que eu imaginava.

Posso dizer que eu cresci junto com o negócio, e depois de alguns anos comecei a ser notado pelos clientes que gostavam do meu trabalho e do meu atendimento. Começaram a pintar alguns pedidos de trabalhos “por fora”, já que a fila da gráfica era gigante.

Eu comecei a pegar alguns serviços que fazia em casa, depois do trabalho, geralmente convites de formatura, panfletos para escolas, cartões de aniversário. Assim eu fui dando os meus primeiros passos para me tornar freelancer.

Durante metade do meu tempo na gráfica eu consegui formar uma rede de contatos que gostava do meu trabalho, e que eventualmente me chamava para alguns jobs urgentes. Eu fortaleci esta rede, já que eu precisava de muito mais dinheiro para manter a esposa que conheci pelo caminho e a minha filhinha que já estava chegando.

Depois de um tempo, o trabalho na gráfica atingiu o seu ponto máximo, aquele onde você já não gosta mais de fazer o que faz, onde você não pode mais subir, só ficar estancado, executando uma rotina tediosa e que não vai mais te levar a lugar algum.

Foi quando eu decidi que eu precisava sair dali e mudar a minha carreira. Mas como fazer isso? Como largar um emprego que me paga o salário certo, todo mês, e trabalhar sozinho, sem garantia de que eu teria sequer o dinheiro do aluguel?

Planejamento é muito importante!

Antes de tomar essa decisão importantíssima, eu resolvi treinar, conhecer o mercado freelancer e conseguir mais dados que pudessem sustentar a minha decisão de ser um empreendedor independente.

Um dos meus clientes era franqueado da Microlins, e em uma das noites de jobs fazendo panfletos e cartazes na sede da empresa, o proprietário me perguntou se eu gostaria de dar aulas. Topei na hora! Mesmo sem nunca ter falado em público.

Fiz alguns testes, me preparei com os professores da franquia e em dois meses eu já dava aula com bastante segurança. O curso era de informática, algo que eu trabalhava desde o primeiro emprego, então foi só uma questão de tempo até me acostumar com a sala de aula, e ser premiado duas vezes como “professor destaque” por causa da indicação dos alunos.

Dei aulas durante três anos na Microlins, e dai vieram oportunidades para dar aulas no SENAI, e no IEPAM (escola técnica da região, e um dos meus principais clientes, que também era cliente da gráfica).

Fiz tudo isso enquanto ainda trabalhava na gráfica, pegando as 7h30 da manhã, largando às 22h todos os dias. Só comia alguma coisa entre um emprego e outro, e aproveitava o fim de noite para estudar, enquanto a patroa estava na faculdade. Fora os freelas que eu ainda levava para casa e matava nos finais de semana.

Durante este período, ainda encontrei tempo para criar um canal no Youtube, onde a ideia era publicar material extra para meus alunos de informática, que acabou se tornando o Clube do Design.

Foi então que eu decidi. Eu já tinha bons clientes, e já não dava mais aulas pois precisava do tempo para atender estes clientes. Era o ponto chave, o sinal de que eu poderia fazer aquilo sozinho. E foi o que fiz!

Eu larguei o emprego depois de garantir estabilidade e segurança para mim e para minha família. Uma decisão que levou cerca de 3 anos para ser tomada.

Se você está pensando em se tornar freelancer, largar o emprego e sair do regime patrão/empregado, pode usar a minha história como um exemplo de que é possível, desde que você trabalhe para que isso aconteça.

Eu trabalhei duro por 8 anos em uma gráfica, fazendo cafezinho, atendendo clientes, construindo projetos, e acima de tudo desenvolvendo um relacionamento de confiança com estes clientes. Nada disso teria acontecido se eu não tivesse dado o melhor de mim como profissional empregado, para então aproveitar as oportunidades como um freelancer.

E eu só fui freelancer independente por pouco mais de 3 meses. No próximo capítulo você vai entender por quê.

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