Design Inclusivo – Acessibilidade e usabilidade em produtos, serviços e ambientes.

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O profissional da área de Design, deve ter como princípio base, a solução de problemas  e a satisfação das necessidades  dos usuários,  considerando que a adaptação deve ser do objeto ao homem, e não o contrário. O Design Inclusivo,enquanto área do design, preocupa-se com projetos que  considerem possíveis limitações ambientais, cognitivas ou físicas de seus usuários, como idosos, pessoas com deficiência e crianças, por exemplo. Os produtos são feitos de forma “genérica” na tentativa de se ter uma produção mais eficiente, porém um mesmo produto tem que que atender as necessidades de um público diverso.  Através desse artigo, mostraremos como a participação dos utilizadores (usuários) é usada como metodologia na criação de projetos inclusivos.

1. Design Inclusivo

1.1. O conceito

Em diversos momentos da nossa vida, todos nós experimentamos dificuldades nos espaços em que vivemos ou com os produtos que usamos. Estas dificuldades resultam em situações de inadaptação das características do meio construído face às nossas necessidades.

Os designers e arquitetos estão habituados a projetar para um mítico homem médio que é jovem, saudável, de estatura média, que consegue sempre entender como funcionam os novos produtos, que não se cansa, que não se engana… Mas que na verdade, não existe.

Na verdade, todo o indivíduo é único, e, como grupo, a espécie humana é bastante diversa, quer em capacidades quer em conhecimentos.

É possível conceber e produzir produtos, serviços ou ambientes adequados a esta diversidade humana, incluindo crianças, adultos mais velhos, pessoas com deficiência, pessoas doentes ou feridas, ou, simplesmente, pessoas colocadas em desvantagem pelas circunstâncias. Esta abordagem é designada “Design Inclusivo”.

O Design Inclusivo pode assim ser definido como o desenvolvimento de produtos e de ambientes, que permitam a utilização por pessoas de todas as capacidades. Tem como principal objetivo contribuir, através da construção do meio, para a não discriminação e inclusão social de todas as pessoas.

O Design Inclusivo é por vezes confundido com o desenvolvimento de soluções específicas para pessoas com deficiência, mas este não é, de todo, o seu objetivo. O envolvimento de pessoas com deficiência é encarado como uma forma de garantir a adequação para aqueles que, eventualmente, terão mais dificuldades de utilização, assegurando, desta forma, a usabilidade a uma faixa de população mais alargada.

Desta forma, é claro que os destinatários de soluções mais inclusivas, são todos os cidadãos e não apenas aqueles que apresentam maiores dificuldades de interação com o meio. Contudo, são estes, que se encontram em pior situação, que maiores benefícios sentirão pela sua implementação, passando a estar integrados em igualdade de direitos com todos os outros.

Não se trata apenas de uma política assente na solidariedade pelos direitos dos outros, mas de assegurar os nossos próprios direitos para o futuro, quer em situação excepcional de acidente, quer por motivos inevitáveis de envelhecimento.

Enquadramento

1.2.1. Direitos humanos e igualdade de oportunidades

O Design Inclusivo é também o reflexo na prática projetual, de uma prática democrática, de respeito pelos direitos humanos, e de defesa de condições de igualdade de oportunidades.

A maioria das barreiras que impedem o envolvimento de muitos cidadãos na vida democrática, e limitam o exercício pleno de uma cidadania ativa, são projetadas e construídas pelos homens. É por isso necessária uma nova atitude em que a dimensão social da prática de projeto esteja sempre presente. É necessário que o projetista se interrogue sobre a adequação ao uso dos espaços ou produtos que está projetando.

E a interrogação fundamental, é se facilitando a vida ao maior número de pessoas possível ou se, pelo contrário, através do desenho se está promovendo a exclusão daqueles que não se encaixam na norma. Importa então ter um conhecimento o mais aprofundado possível das características físicas, sensoriais e cognitivas daqueles que não correspondem ao homem médio.

A Europa Ocidental está no topo da tabela quanto à esperança de vida à nascença. No período de 1960 a 1995, a esperança de vida média na União Europeia aumentou 8 anos para os homens e 7 anos para as mulheres. Em 1999 quase um quinto da população tinha mais de sessenta anos, no ano 2020, provavelmente uma em quatro pessoas pertencerá a este grupo etário. Neste período prevê-se um aumento de cerca de 40% no número dos mais idosos. Ao mesmo tempo que o grupo dos 15 aos 26 anos decrescerá 16%.

As estatísticas mostram que se assistirá a um envelhecimento da população a nível mundial, embora se registrem diferenças regionais sobre a intensidade e o período em que se verificará o envelhecimento.

1.2.2. Evolução demográfica

Nos países industrializados assiste-se já há algumas décadas, a um crescimento exponencial da população idosa, no entanto, as previsões das Nações Unidas apontam para a generalização desta realidade a nível mundial.

A comparação entre os anos de 1999 e 2050, ilustradas nas figuras seguintes, revelam um elevado aumento percentual da população idosa a nível mundial. Uma especial atenção deve ser dada aos países em vias de desenvolvimento as estimativas revelam que aí a alteração demográfica terá lugar quatro vezes mais rapidamente do que na Europa Ocidental.

A Europa Ocidental está no topo da tabela quanto à esperança de vida à nascença. No período de 1960 a 1995, a esperança de vida média na União Europeia aumentou 8 anos para os homens e 7 anos para as mulheres. Em 1999 quase um quinto da população tinha mais de sessenta anos, no ano 2020, provavelmente uma em quatro pessoas pertencerá a este grupo etário. Neste período prevê-se um aumento de cerca de 40% no número dos mais idosos. Ao mesmo tempo que o grupo dos 15 aos 26 anos decrescerá 16%.

As estatísticas mostram que se assistirá a um envelhecimento da população a nível mundial, embora se registrem diferenças regionais sobre a intensidade e o período em que se há de verificar o envelhecimento.

Em Portugal, a esperança de vida à nascença que em 1920 era de 35,8 e 40,0 anos, respectivamente para homens e mulheres, já era de 73,5 e 80,3 anos em 2001. Quanto à taxa bruta de natalidade, assistimos a uma diminuição de 23,9 0/00 em 1960 para 10,9 0/00 em 2001.

Em resultado da conjugação destes dois fatores, verificamos um aumento exponencial do índice de envelhecimento, constatando-se já no censo de 2001 a existência de mais idosos do que jovens.

Em Lisboa, por exemplo, o índice de envelhecimento na cidade (203,55) era já, em 2001, quase o dobro do nacional (103), havendo mesmo freguesias com índices superiores a 400.

As Nações Unidas preveem que no ano de 2050, em Portugal, 37 % da população tenha 60 ou mais anos, tendo 27 % deste grupo populacional mais de 80 anos.

Será então com uma população envelhecida que temos de contar no futuro. São vários os problemas que teremos de enfrentar decorrentes deste fenômeno. Do ponto de vista econômico, por exemplo, a relação desproporcionada entre população ativa e inativa põe em causa a sustentabilidade dos esquemas de segurança social e financiamento da despesa pública em geral, agravado pela necessidade de maiores investimentos em serviços de apoio a idosos.

Mas teremos também uma grande percentagem da população que, devido à idade, verificará um desajustamento entre as suas capacidades e as que o meio envolvente, os produtos e os serviços, tal como os conhecemos hoje, lhes exigirá.

Embora os cuidados de saúde evoluam tecnicamente e a esperança de vida em boas condições de saúde possa aumentar nos países desenvolvidos, não podemos esquecer que o processo de envelhecimento causa frequentemente uma deterioração geral das capacidades físicas, sensoriais e cognitivas, importantes para o cumprimento das mais diversas atividades do dia a dia.

Estas modificações acentuam-se com a idade e são mais pronunciadas nos indivíduos acima dos 75 anos. Podemos enunciar as seguintes características como prevalecentes nos idosos:

  • Problemas de visão, degradação da acuidade, visão central reduzida, e capacidade reduzida de percepção do meio;
  • Redução da mobilidade articular;
  • Capacidade reduzida para detectar, localizar e diferenciar sons;
  • Tempo de atenção, memória e capacidades cognitivas limitados;
  • Reduzida resistência ao esforço;
  • Reduzida tolerância a temperaturas extremas e ambientes agressivos;
  • Agilidade, equilíbrio e estabilidade reduzidos;
  • Reflexos mais lentos;
  • Raciocínio, capacidade de decisão e autoconfiança diminuídos.

8. United Nations • Population Division • Department of Economic and Social Affairs – Population

8. United Nations • Population Division • Department of Economic and Social Affairs – Population

ageing 1999 – http://www.un.org/esa/population/publications/aging99/a99cht1.htm

9. United Nations • Population Division • Department of Economic and Social Affairs – Population

9. United Nations • Population Division • Department of Economic and Social Affairs – Population

ageing 2050 – http://www.un.org/esa/population/publications/aging99/a99cht1.htm

1.2.3. População com deficiência

As pessoas com deficiência são aquelas para quem a existência de um meio ambiente inadequado se torna mais problemático, pois se para a generalidade da população esta inadequação é causadora de incômodo e desconforto, ou fator de risco de acidentes, para este setor da população é, na maior parte das vezes, razão de exclusão e impedimento à participação social.

Na Europa haverá cerca de 37 milhões de pessoas com deficiência. Em Portugal é difícil fazer uma quantificação e caracterização da população com deficiência, visto haver informações contraditórias resultantes do Projeto QUANTi e do Censo de 2001.

O Projeto QUANTi foi desenvolvido pelo Secretariado Nacional de Reabilitação, em cooperação com o INE e o Departamento de Estatística do ex-Ministério do Emprego e da Segurança Social, e decorreu entre Setembro de 1993 e Junho de 1995.

Foram recolhidos dados junto de 47.020 famílias, residentes em 73.375 alojamentos do Continente e das Regiões Autônomas da Madeira e dos Açores, num universo que abrangeu 142.112 indivíduos.

O tratamento dos dados permitiu apurar, de acordo com os autores do estudo, o número total de pessoas com alguma incapacidade, conhecer a deficiência que está na sua origem, apurar as causas das deficiências, o sexo, a idade, o estado civil, o nível de escolaridade, a situação socioprofissional, a distribuição geográfica e a reabilitação frequentada.

De acordo com este estudo, existiriam, nessa altura, em Portugal, 905.488 pessoas com deficiência, o que representa uma taxa nacional de 9,16%, valor próximo do que foi apurado através de estudos realizados em outros países da União Europeia.

Quanto à distribuição pelos diversos tipos de deficiência, teríamos a seguinte situação:

[alert-announce]Ver definição dos diversos tipos de deficiência nos próximos posts[/alert-announce]

No que diz respeito às incapacidades:

  

[alert-announce]Ver definição dos diversos tipos de incapacidades nos próximos posts[/alert-announce]

E quanto às desvantagens (handicap): 

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Outros dados disponíveis, mais atuais, são os resultantes do Censo de 2001, executado pelo Instituto Nacional de Estatística que, embora não possam ser comparados diretamente com os do QUANTi, revelam uma disparidade muito grande com este estudo.

Logo na quantificação global do número de pessoas com deficiência, aponta para uma porcentagem muito mais baixa, de 6,14% correspondente a 636.059 pessoas com deficiência. Muito abaixo dos 10% estimados pela Organização Mundial de Saúde para países com o grau de desenvolvimento de Portugal.

Dado não ter sido utilizada a classificação de deficiências, incapacidades e desvantagens, da Organização Mundial de Saúde, torna-se difícil comparar os resultados a que se chegou, no entanto, as contradições são evidentes.

O fato de o inquérito do Censo ser de preenchimento pelo próprio inquirido ou por um familiar, poderá ter falseado os resultados, pois não será fácil para alguns admitir a sua deficiência ou mesmo, para outros, ter consciência dela. Não se explica facilmente as alterações que se registram na proporcionalidade de incidência dos vários tipos de deficiência, passando, por exemplo, a deficiência visual a ter a maior incidência. Ficamos então sem uma noção segura sobre quantas são as pessoas com deficiência, como se caracteriza este setor da população, que tipo de deficiências encontramos, qual a distribuição geográfica, etc.

Embora o QUANTi seja baseado numa amostra e apresente resultados que levantam também algumas interrogações, como, por exemplo, uma variação exagerada na taxa de deficiência consoante a distribuição geográfica (4,84% no Distrito de Aveiro e 20,90 % no Distrito de Viana do Castelo) a metodologia utilizada, nomeadamente na recolha de dados, inquéritos por questionário realizados por inquiridores formados para o efeito, oferecerá mais garantias, bem como mais informação, do que os dados do Censo 2001.

Como é referido no QUANTi, a taxa nacional de incidência da deficiência encontrada é um “valor próximo do que foi apurado através de estudos realizados em outros países da União Europeia”, ao contrário do Censo 2001 que chega a valores muito abaixo da média europeia e da estimativa da OMS que aponta para 10% da população.

Quaisquer que sejam os valores, 9,16% ou 6,14% da população, eles correspondem a pessoas concretas, que em grande parte são vítimas de fenômenos de exclusão que têm origem nos mais diversos fatores, que podem ser sociais, culturais, econômicos, técnicos, entre outros.

A importância do conceito utilizado para definir o que é uma pessoa com deficiência e a metodologia escolhida para fazer a recolha dessa informação é fundamental, pois a escolha destes parâmetros pode levar a resultados muito diferentes. Por exemplo, no Brasil, a percentagem de pessoas com deficiência aumentou de 1,49%, no censo de 1991, para 14,5%, quando em 2001 se adotou um conceito mais concordante com as recomendações das Nações Unidas e de acordo com a Classificação Internacional de Funcionamento, Deficiência e Saúde da Organização Mundial de Saúde, de forma a garantir a comparabilidade internacional das estatísticas.

1.2.4. A pessoa com mobilidade condicionada

Não são somente os idosos e as pessoas com deficiência que têm a mobilidade condicionada. Existem muitas outras pessoas para quem o meio edificado, os produtos e os serviços, não são adequados.

Podemos considerar que todas as pessoas, pelo menos em parte da sua vida, terão a mobilidade condicionada, porque são crianças, idosos, ou pais de filhos pequenos que, pelo menos durante um período de tempo, terão de ser apoiados na deslocação, o que lhes dificulta a mobilidade.

Também as doenças debilitantes afetam grande número de pessoas. Doenças cardíacas como a arteriosclerose e a angina, doenças pulmonares como o enfisema, problemas de circulação como a hipertensão ou doenças articulares como os diversos tipos de artrite, são alguns exemplos de condições que são limitadoras da atividade.

Transportar bagagem, empurrar um carrinho de bebê, partir um braço ou uma perna, são outros exemplos de situações que podem acontecer, e acontecem com frequência a grande parte da população, provocando na pessoa problemas de relação com o meio envolvente. Nestes casos, visto não serem situações que persistam no tempo, há a tendência para serem encaradas como incômodos passageiros.

Uma parte da população que devemos destacar pela sua importância, são as crianças. As dificuldades que experimentam na relação com o meio não só dificultam a interação como são origem de grande parte da sinistralidade existente.

As crianças têm uma estatura que afeta o limite de alcance, o campo de visão, etc. Mas encontramos outras diferenças, que são fundamentais, em comparação com os adultos, tais como:

  • Menos um terço de visão periférica;
  • Menor precisão na avaliação de velocidades e distâncias;
  • Dificuldade em localizar a origem dos sons;
  • Não conseguem ler ou compreender sinais de aviso;
  • Agem inesperada e imprevisivelmente;
  • Dificuldade para entender situações complexas;

Estas características das crianças levam a que, por exemplo, o desenho da via pública deva ser mais cuidado de forma a aumentar a segurança passiva.

Vimos, assim, que a dimensão da população com mobilidade condicionada é muito maior do que é comum considerar-se e vai muito para além do conjunto das pessoas com deficiência e idosos. Na Europa, estima-se que corresponda 24,9% do total da população, apontando-se para Portugal uma percentagem de 21,3%.

Mobilidade condicionada é a condição de todas as pessoas que têm dificuldade na interação com meio ambiente – o meio edificado, os produtos, equipamentos e serviços – dadas as exigências que esse meio lhes coloca ao nível da mobilidade, da orientação, da comunicação ou do acesso à informação.

Se tivermos este entendimento do que é uma pessoa com a mobilidade condicionada, teremos então de considerar ainda outros grupos sociais que, pelas suas características, têm problemas de mobilidade.

Numa altura de grandes movimentos populacionais ao nível do continente europeu, e mesmo à escala global, assistimos a importantes migrações que levam a que muitas pessoas, de um momento para o outro, comecem a trabalhar e a viver num país desconhecido. Para muitas destas pessoas, o desconhecimento da língua e as diferenças culturais têm como consequência restrições da mobilidade e de acesso a bens e serviços que estão disponíveis para a generalidade dos cidadãos. Esta realidade pode levar facilmente ao surgimento de situações de exclusão.

Podemos ainda considerar que a pobreza também gera problemas de limitação da mobilidade, pois a dificuldade de interação com o meio é neste caso limitada pela impossibilidade de acesso a bens e serviços.

[alert-note]O segundo artigo desta série já está disponível[/alert-note]

[alert-announce]Autores • Jorge Falcato Simões, Arquitecto – Câmara Municipal de Lisboa

Renato Bispo, Designer – ESAD – Caldas da Rainha | Associação Projectar para Todos.[/alert-announce]

 

1 COMENTÁRIO

  1. Bom dia Priscila, parabéns pelo texto. Trabalho na Cidade Administrativa – MG, aqui tem uma população muito grande de idosos, pessoas com deficiência e visitantes. Este tema tem gerado muitas mudanças por aqui, sempre coletamos sugestões e reclamações dos usuários do espaço, afim de adaptá-lo para os mesmos. O design inclusivo tem nos ajudado e muito a gerenciar esse gigante espaço de trabalho.

    • Bom dia Victor, que bom saber que sua cidade está agregando valores com o design inclusivo! Infelizmente aqui em Belém ainda temos muitos problemas com relação a acessibilidade, principalmente nas ruas, onde as calçadas são totalmente inacessíveis por pessoas com mobilidade condicionada, como cadeirantes ou deficientes visuais. Nós como designers e cidadãos, temos o dever e o direito de reclamar e exigir soluções.

      Obrigada por ter acompanhado a série Design Inclusivo.
      Abraço!

        • Oi Victor! É verdade, quando o governo resolver investir na nossa área, contratar designers em projetos públicos nas cidades, muita coisa vai melhorar para todos!
          Muito legal mesmo o trabalho na sua cidade! Parabéns por fazer parte da equipe de profissionais que querem melhorar o nosso país.

          O prazer foi meu! Abraço!! E Obrigada 😀

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