E quando o cliente quer os arquivos do projeto?

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Amostra impressa ©Shutterstock

Esta semana iniciamos uma conversa no nosso grupo de discussão sobre os problemas que acontecem quando cedemos os arquivos originais (abertos) dos projetos aos clientes. Muitas vezes o projeto é re-editado por outra pessoa que não tem habilidades suficientes e acaba fazendo uma verdadeira porcaria com o trabalho original. A troca dos elementos, cores e textos, imagens esticadas e fontes espremidas fazem parte do rol de interferências mais comuns.

Existem duas maneiras de finalizar o seu projeto e entregá-lo para o cliente, através de arquivos fechados como PDFs, EPSs ou imagens raster, ou através dos arquivos abertos, originais e que podem ser editados por qualquer outra pessoa. Há um verdadeiro dilema quanto a entregar os arquivos originais para o seu cliente, fazer isso depende muito do perfil deste cliente e também do tipo de projeto que você está desenvolvendo.

Muitos profissionais transformam a entrega de seus arquivos abertos em um aditivo no orçamento do cliente, cobrando muito mais ou apenas fixando uma taxa para isto. Outros nem sonham em entregar seus projetos abertos aos clientes, fazendo disso um ato repulsivo e pecado impraticável. Ambos os métodos tem seus prós e contras, e cabe a você escolher de que forma irá trabalhar com seus clientes.

A discussão toda a cerca da entrega de arquivos abertos aos clientes começou quando um colega mencionou que o seu job havia sido alterado de maneira errônea e a sua marca foi mantida no projeto tornando ele o autor de tais alterações. O primeiro ponto que gostaria de eliminar nesta discussão é a inclusão de sua marca no projeto, quer dizer, eu não faço isso justamente porque trabalho com a entrega do projeto pronto para o cliente, e mesmo sendo aberto ou fechado o cliente que está comprando o projeto não gosta de ver que você quer pegar carona e “vender o seu peixe” no material dele.

Imagine se você fosse o cliente e solicitasse a arte de um material publicitário e quando o recebesse percebesse que o logotipo e o telefone do designer estão mais visíveis do que o seu próprio. Como você se sentiria? Claro, há casos e há casos, há muitas agências de publicidade que praticam colocar a sua marca discretamente e de maneira até harmônica no layout, outros preferem colocar apenas um pequeno texto bem pequeno em algum cantinho apenas com nome e telefone. Mas se você pretende entregar os projetos abertos para o seu cliente, esqueça esta prática. Ela mais prejudica do que ajuda!

Como entregar os arquivos do projeto para o cliente?

Você já deve ter se deparado com esta questão várias vezes, seja você um iniciante ou profissional que está no mercado há muito tempo pode ter dúvidas sobre como deve ser feito o fechamento e a entrega dos arquivos dos projetos de seus clientes.

Imagem via Shutterstock ©
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Entregar ou não entregar os arquivos abertos do projeto para o seu cliente é uma questão metodológica, de fluxo de trabalho. Isso quer dizer que você pode ou não entregá-los de forma editavel, e quem deve decidir isso é apenas você. Não existe uma regra específica ou uma norma de conduta que dite o que você pode ou não entregar para o seu cliente, esta decisão envolve o ambiente em que o projeto está sendo desenvolvido e também a sua finalidade.

Entregar arquivos fechados

Há muitos profissionais que desenvolvem seus projetos e se limitam em entregar para o cliente apenas um arquivo fechado, geralmente em PDF ou EPS que dificultam modificações ou intervenções no layout sem a autorização de quem o criou.

Esta prática é muito comum em agências de publicidade que desenvolvem o projeto como uma espécie de prestação de serviços, onde apenas ela é a responsável por desenvolver, executar e editar o projeto. Se o cliente quiser mudar uma letra de posição na hora da impressão deverá entrar em contato com a agência para que um profissional capacitado faça as devidas alterações sem colocar em risco os elementos que compõe o projeto.

Isto evita que outra pessoa interfira no layout realizando alterações que muitas vezes comprometem o projeto inteiro. É muito comum, por exemplo, solicitar na gráfica que sejam feitas alterações no layout sem o devido conhecimento do designer que podem resultar em verdadeiros Frankesteins. Imagens distorcidas ou achatadas, fontes esticadas e elementos de cores que não se relacionam e deixam o layout feio e amador.

O ponto positivo é que se mantém a integridade do projeto, e como apenas quem o criou é quem faz as alterações, o layout se manterá integro e com os aspectos do projeto original.

Em contrapartida, se o cliente quiser se desligar da agência terá de criar um novo projeto com outro prestador de serviços, o que lhe trará um custo bem elevado, sem mencionar que mesmo que seja a sua marca estampada na campanha, ele não poderá usá-la, pois é de propriedade da agência, e ela detém os direitos sobre os elementos, formas, layout e conteúdo, salvo quando expresso em contrato que a campanha pertence ao contratante, não ao contratado.

Entregar arquivos abertos

Boa parte dos designers freelancers se comportam de maneira semelhante às agências, são bem cuidadosos na hora de finalizar e entregar o projeto e se limitam em distribuir um arquivo fechado. Embora o custo dos serviços de um freelancer seja até menor do que os da agência, este profissional também deve se precaver quanto ao uso indevido de seus projetos, afinal, é o seu nome que está em jogo quando um projeto seu é alterado e vai para as ruas com uma aparência amadora e diferente do projeto original.

Entretanto surge a necessidade do cliente receber os arquivos abertos dos projetos, de maneira que ele tenha mais flexibilidade e possa levá-los para onde quiser e editá-los como convier, por exemplo, na hora da impressão, alterações de informações pessoais e de contato, etc. Esta atividade exige muitos cuidados e embora seja repudiada pela maioria dos profissionais pode ser a saída para evitar trabalho desnecessário e repetitivo.

Entregar os arquivos abertos pode ser uma boa alternativa nos casos em que o designer não oferecerá suporte de acompanhamento na impressão ou execução do projeto ou campanha. É uma forma de trabalho praticada inclusive por profissionais que produzem para instituições de grande porte, que necessitam da criação mas contam com profissionais habilitados para fazer pequenas alterações no job dentro do seu ambiente de trabalho.

O lado ruim disso é que você entrega o job nas mãos inexperientes do cliente, que por sua vez faz o mesmo solicitando alterações para pessoas que não conhecem o projeto ou não são qualificadas para manipulá-lo. Embora isto aconteça com menos freqüência é algo que nos deixa preocupados.

Eu, por exemplo, trabalho exatamente desta forma, desenvolvo peças publicitárias para empresas e quando termino entrego todo o material criado para o cliente, todos os arquivos abertos, imagens, fontes. Isto porque o cliente efetivamente está pagando por isso, é ele quem paga pelas imagens, pelas fontes, pelos vetores, então no desenvolvimento do orçamento o custo de todo o projeto é direcionado para o cliente cedendo a ele totais direitos sobre o projeto final.

Isto me ajuda a entregar um trabalho que o cliente poderá usar e re-aproveitar posteriormente, inclusive com outros profissionais, dando a ele liberdade para alterar, modificar e decidir o que quer fazer com o projeto depois que eu entregar para ele. 90% dos meus clientes fazem as alterações do projeto original comigo, justamente porque acreditam que nada melhor do quem o criou para modificá-lo.

Os outros 10% acabam recorrendo à mão de obra mais barata para fazer as alterações e muitas vezes acabam se arrependendo.Entregar o projeto aberto para o cliente inclusive me desafoga de trabalho excessivo, não é legal receber uma ligação no meio do almoço pedindo para eu mudar um número de telefone.

Um problema comum no mercado criativo aqui da minha cidade é justamente as empresas que cobram pouco ou nem cobram para desenvolver os projetos dos clientes, mas se recusam a entregá-lo quando o cliente quer migrar para outro prestador de serviço. É quase como uma venda casada: “Te dou a arte de graça, mas você é obrigado a imprimir com a gente”.

Para mim isto é o cúmulo da ignorância e do despreparo. Tanto quem oferece mão de obra criativa de graça em troca de prestação de serviço perde dinheiro, quanto quem contrata este tipo de serviço muitas vezes recebe um trabalho amador e ainda fica acorrentado ao prestador de serviço, pois não tem o direito de levar a arte do projeto para outra gráfica ou empresa de comunicação visual. Sem falar no estrago que isto faz para o mercado de um modo geral, onde clientes acreditam que não devem pagar por projetos de design.

A solução para isto é muito simples: Prestador, cobre o valor justo e entregue o projeto ao cliente, ofereça-lhe a possibilidade de ter dois serviços distintos, um de criação e outro de impressão. Cliente, pague o valor correto e receba o seu projeto e a liberdade de usá-lo quando, onde e como quiser.

Seja lá qual for o seu método de trabalho, sempre deixe tudo muito claro para o seu cliente. Se vai entregar os arquivos fechados, use um contrato que especifique isso, os limites de edição, as obrigações do cliente e também as suas. Se você vai entregar o projeto aberto, certifique-se de finalizar o arquivo de forma que facilite a edição.

Como disse no começo deste post, não existe uma regra para como você entrega os seus projetos, vale avaliar qual a melhor solução para o seu cliente e para você.

E você? Como entrega um projeto para o seu cliente? Gostaria de saber mais sobre como você trabalha nos comentários.

1 COMENTÁRIO

  1. Oi por favor tenho uma dúdida. Faço convites de aniversário para amigos e família, sou amadora pego imagens disponíveis na internet e monto a art. Cobrei pela mão de obra e pela impressão q seria feito na gráfica e enviei dois modelos com marca d’água para a pessoa escolher. Ela pegou o convite, mandou para outra pessoa q deu uma editada por cima e mandou imprimir. Gostaria de saber como isso se enquadra. Não foi feito contrato nem nada, pois como disse sou amadora, a “negociação”e troca de informações foi tudo pelo whatzap.

  2. Pode esclarecer uma dúvida? Fiz uma apostila para um cliente, que é reeditada todo ano, e ele quer os arquivos abertos sem combinação prévia. Como devo proceder?

  3. Recentemente fiz convites de formatura numa gráfica da minha cidade e foi cobrado separadamente o valor da arte e da impressão, entretanto, ao receber os convites e solicitar que a arte fosse enviada por email em pdf, tive meu pedido negado. Ainda disseram que eu teria que pagar a mais para levar o pdf da arte. Achei bem absurdo, pois estaria pagando a arte duas vezes. Nada disso foi informado na primeira conversa. Eles podem mesmo fazer isso?

  4. Apenas um ponto a ser ressaltado. Falar que o cliente está pagando pela fonte, ilustração etc, é errado e ilegal. Pois as imagens, na maioria das vezes, de banco de imagens são pagas pelo tempo de utilização e tiragem, como você terá controle disto nas mãos do cliente? Ele vai assumir este risco? Você está passando para ele este risco? Isto é profissional? O mesmo se aplica às fontes. As fontes são adquiridas via licença por máquina. Se você comprou a fonte, a sua máquina, da sua agência tem o direito de usar, ao passar esta fonte para o cliente você está praticando a pirataria. Se estamos falando de uma conversa e nível profissional, este é o jeito certo de agir? Entregando os arquivos abertos? Ou você deve passar tudo para o cliente, link do banco para ele pagar, link da fonte para ele comprar etc.

    • Oi Igor, como vai?

      Os contratos de licença de imagens, fontes e outros recursos são de usuário final, isso significa que não importa se é o designer ou o cliente quem compra, o direito de uso é do usuário final. Nas relações designer cliente, logo, o direito é do cliente. Eu recomendo que você leia com atenção os contratos que está aceitando, pois certamente está deixando passar informações importantíssimas para o seu próprio fluxo de trabalho.

      A exemplo, veja o contrato de licença do Fotolia, serviço de imagens da Adobe e um dos mais usados no mundo: https://br.fotolia.com/Info/Agreements/StandardLicense

      O ítem 2.3 diz o seguinte: 2.3 Uso do Cliente. Você pode usar a licença concedida nos termos deste Contrato em benefício de um de seus clientes; porém, você deve transferir todas as suas licenças para seu cliente e seu cliente deve cumprir os termos do presente Contrato e todas as restrições de licença e uso. Você é o único responsável por todo e qualquer uso da Obra por seu cliente. Você deve adquirir licenças adicionais para a mesma Obra se pretender usar a mesma Obra em benefício de outro cliente.

      Configura pirataria, portanto, adquirir uma licença de imagem (fontes, vídeos, etc) para um cliente, não transferir os devidos direitos para ele, e usar a mesma imagem para outros clientes sem adquirir novas licenças (o que convenhamos, usar a mesma imagem para outros clientes por si só já é uma prática duvidosa).

      Quanto a sua preocupação por controle, assumir responsabilidades faz parte do nosso trabalho e é algo que depende de cada profissional, não implicando assim uma regra de como eu ou você devemos nos comportar diante de nossos clientes. Cada um trabalha dentro de suas próprias possibilidades e capacidades.

      Cada serviço de licenciamento de fontes, imagens, vídeos ou outros recursos possui seus próprios contratos e licenças, você deve ler com atenção cada um deles para não acabar cometendo erros e nem induzindo o seu cliente a erros. Desta forma, você pode oferecer serviços de melhor qualidade e com transparência.

      O objetivo do post não é ditar regras, mas orientar e trazer informação que seja interessante e possa ajudar as pessoas a entenderem melhor fluxos de trabalho criativo. O que você está vendo no texto é como eu trabalho e oriento meus clientes, você pode ou não acatar tais orientações ou simplesmente desconsiderá-las caso não vão de encontro com as suas expectativas. Assumir o que “é ou não profissional” no meu fluxo de trabalho compete apenas a mim, assim como no seu, a você.

      Um abraço!

      • Concordo com a questão da fonte. Mas uma ilustração original (por exemplo, quando eu crio), por lei sempre é do criador. O que ele faz é ceder direito de uso para o cliente. Não sei quanto a vetores de bancos de imagens, mas como ilustradora, eu ressalto sempre para o meu cliente que a ilustração não é dele. Embora eu não use essa ilustração para outro cliente, por uma questão de respeito, ele tem que ter em mente que aquela arte não pode ser repassada, nem usada fora do que é estipulado por contrato. A ilustração não é um bem que possa ter a sua titularidade transferida (como se fosse um bem, tipo um apartamento ou carro).
        Quanto a enviar arquivos originais, eu acredito que dê pra fazer isso pro cliente, caso você não vá trabalhar com ele de forma contínua. Realmente é chato ter que ficar alterando toda hora um material. Mas isso acontece comigo mesmo quando entrego o material aberto, pois a maioria dos meus clientes não sabe mexer. Mesmo assim acho que é um direito do cliente.
        Dia desses, uma cliente veio me pedir pra fazer uma arte com um logo que havia sido feito por outra profissional, que se recusou a mandar até mesmo um arquivo em boa resolução. Como essa profissional tinha criado as outras artes (folder, cartão de visita, capa Face etc.), ela só recebeu as artes no formato devido. Mas o logo “solto”, só em JPEG. E simplesmente se recusou a entregar os originais ou pelo menos um editável. Não sei o que foi previamente acordado entre elas, mas eu faço um contrato explicando exatamente tudo que a pessoa vai receber. Se a pessoa quiser algo fora do estipulado, ou eu cobro ou me dou o direito de não fazer. Por isso peço sempre que leiam com muita atenção antes de validar o serviço.
        Mas no caso dessa cliente, a profissional não responde aos e-mails e, acredito eu, não parece estar interessada nem em refazer o trabalho, pois alegou que não faz mais serviços de design. Agora, se ela não trabalha mais com isso, não custa nada entregar o originais, né? Mas enfim… só as duas sabem o que aconteceu, eu apenas ofereci o serviço e, com muito cuidado, analisei a possibilidade de retraçar o logo e uma das ilustras, mas com a devida autorização, pra não correr o risco de ser processada por plágio.

  5. Luite Christian,
    Acho que o que falta é na hora da negociação passar um valor justo pelo direito de criação e a ideia final concretizada em ilustração e texto. E sempre fazer contrato , se no contrato não houver uma clausula passando os direitos patrimoniais de autor para o cliente, o único direito que ele terá é sobre a peça finalizada. Achei um link bem interessante, nele descobri que existem leis, nas quais protegem os direitos patrimoniais de autor . Fica link para quem desejar conhecer mais sobre o direito de autor sobre materiais publicitário: http://www.fenapro.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=121&Itemid=222

  6. e no caso do cliente que quer algo rápido de ultima hora, tipo um cartão de visitas, ou um panfleto, e quer pagar apenas a impressão, sem custo de arte, e o mesmo vem depois e quer a arte. O que fazer neste caso, ressaltando que é deixado claro antes de tudo que a arte não esta inclusa no contrato, que foi apenas uma gentileza que a suposta gráfica fez pra pessoa, e no mesmo vem dizendo que o custo da arte é tantos reais para direito e propriedade do .psd, quem está certo nesse caso? o cliente que quer a arte a qualquer custo ou o contrato que foi firmado?

    • Oi Marilia, o objetivo deste post é justamente esclarecer este ponto: não existe arte de graça, já que você consumiu energia, equipamentos e mão de obra. Logo, se o estabelecimento não cobra a arte, e oferece este serviço para o cliente, entregar a arte não trará qualquer prejuízo, já que o estabelecimento já abriu mão dos custos do mesmo. Para que isto não aconteça, deve-se SEMPRE COBRAR PELO SERVIÇO.
      Um abraço!

  7. Gostei muito do artigo.
    Trabalho muito Free com Arte Gráfica e em muitos casos me pedem a arte aberta no final do trabalho. Particularmente eu nunca recusei entregar a arte, afinal me pagaram pra criar a arte. No mercado aqui de Belém-PA costuma-se não entregar a arte aberta, e essa pratica geralmente é para de alguma forma segurar o cliente. Sinceramente nunca perdi cliente por entregar a arte aberta, sempre os mantive com o bom trabalho e bom atendimento.
    Também procuro não atender clientes que chegam a procura de leilão….”fulano cobrou menos”….. procuro ver desconto ou forma de pagamento mas com limites, se quer qualidade pague por ela!
    Abraços

  8. olá tudo bem, comecei na areá a pouco tempo, e tenho uma duvida da entrega para o cliente, gostaria de saber de eu que devo colocar o site online em um domínio,ou se devo entrego o site em uma pasta compactada ao cliente com todo o desenvolvimento. Caso eu deseja ficar com o código fonte fechado como o será a hospedagem do site juntamente a imagens etc… estou bem perdida..

    • Oi Natalia, eu não trabalho com desenvolvimento web, mas não creio que seja diferente de projetos gráficos. A maneira com que você vai entregar os arquivos podem ser descritas em um contrato, e isso depende da finalidade do seu trabalho, e dos termos acertados entre ambas as partes. Sobre código fonte e outras questões, infelizmente não tenho domínio para lhe dar alguma orientação.
      Um abraço!

  9. Oi, adorei o texto. Eu sou freelancer, e comecei a pouco tempo mesmo. E estou com uma dúvida que está me corroendo. Tenho um layout para entregar, fiz tudo direito, no Photoshop. Mas que tipo de arquivo eu mando para o meu cliente? O PSD do layout, junto com os matérias que eu fiz? Eu só fiz a parte do layout, outra pessoa vai fazer o desenvolvimento, e não sei quem é. Por favor se vocês puderem me ajudar ficaria muito grato. É meu primeiro cliente e não quero fazer feio. Valew!

    • Edson, se você fez o layout em Photoshop, e pretende entregá-lo, naturalmente o formato é o PSD. Você pode incluir também um PDF ou JPG para garantir uma contra-prova em comparação ao arquivo original (para garantir a aparência de fontes, etc). A menos que tenha sido acordado em contrato um formato diferente.
      Um abraço!

  10. A Lei de Direito Autoral não é uma simples proteção ao autor do projeto, mas é um dispositivo para proteger a profissão e a sociedade de profissionais antiéticos que se envolvem ou se deixam envolver no trabalho de outro colega sem o seu conhecimento e sem a sua anuência, ou até mesmo de pessoas no exercício ilegal da profissão que pode trazer graves consequências para a sociedade. Entregar um arquivo aberto, em muitos casos pode ser considerado um ato inconsequente, pois deixa o trabalho vulnerável a alteração(ões) que podem acarretar sérios riscos à sociedade e pode envolver o autor do projeto até mesmo na esfera criminal por algo que talvez ele não faria, mas que venha a ser feito por outro, sem mesmo que ele soubesse. Cito o exemplo hipotético de um projeto arquitetônico de um edifício projetado para aglomeração de pessoas, que venha a ser alterado por outra pessoa sem mesmo que o autor tenha conhecimento. No caso de um tragédia, o autor é chamado à responsabilidade e terá despesa, perda de tempo e um desgaste danado para provar sua inocência. Como curiosidade o primeiro profissional a registrar a autoria de sua obra foi o arquiteto Brunelleschi cuja obra patenteada foi o projeto de um navio: http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/123/arquitetura-livre-23437-1.aspx .

    • Oi Toni, muito obrigado por compartilhar a sua opinião e experiência. Talvez não tenha ficado claro no texto, mas o objetivo era abordar o segmento gráfico e de comunicação visual. O design tem muitas vertentes, que vão desde áreas complexas e com um nível elevado de, digamos, influência para a segurança das pessoas, até atividades que por serem de acesso livre da população, se tornaram rotineiras e comuns, como é o caso da comunicação visual, produção gráfica e design gráfico. É claro que isso não implica a ausência de responsabilidade nem a falta cuidado com a segurança ou legitimidade da informação. Acontece que esta vertente do design, justamente por ser flexível, tanto na produção/desenvolvimento, quanto na execução, permite abordagens diferentes se tratando dos arquivos originais que são “vendidos” ao cliente.
      É comum a prática, e ela não representa um risco ao autor ou ao seu proprietário, uma vez que, não importa, o projeto pode ser original ou uma JPG, ele pode ser reproduzido ou alterado por qualquer outra pessoa com um mínimo de experiência em softwares gráficos.
      Quando falamos em mídias que são produzidas a rodo, diariamente, em bureaus de impressão e empresas de comunicação visual, registrar cada projeto é algo impensável. A melhor maneira de se “amarrar” este tipo de projeto é um bom contrato, o que de qualquer forma não impede qualquer alteração no projeto com o mínimo de contado do cliente com arquivos considerados “seguros”, como PDF, EPS, etc. Então a decisão aqui deve levar em consideração o modelo de negócios e as próprias convicções de cada profissional, longe dos desastres sanguinários de pontes ou prédios desabando. XD
      Um abraço!

  11. After I originally commented I clicked the -Notify me when new comments are added- checkbox and now each time a comment is added I get four emails with the identical comment. Is there any manner you may take away me from that service? Thanks!

    • Cynde Hello, I think there was some problem at the time of registration to comments. Note that there must be a link to “manage your subscriptions”. It is there that you must undo signatures replicated comments.
      A hug!

  12. Boa noite Liute, blz?

    Bacana o seu blog, venho acompanhando, rs. E no caso de prestação de serviço na criação de blogs personalizados (WordPress ou Blogger) a terceiros, o que seria ideal fazer? Deixar a administração das postagens a cargo do cliente ou não? O Blogger e o WordPress permitem que seja possível criar administradores num mesmo Blog com diferentes níveis de hierarquia? Para permitir apenas postagens corriqueiras (Textos, imagens, vídeos, etc)? E assim evitar mudanças equivocadas no layout/design por parte do cliente? Qual seria sua dica neste caso, rs? Valeu amigo! Abraço 😉

    • Oi Daniel, infelizmente eu não desenvolvo projetos para web. Mas um blog é algo pessoal cara, não acredito que você deva se comprometer em gerenciar as publicações, imagina você cuidando do blog de alguém a vida toda? Não tem cabimento. Aconselho a você finalizar o projeto e entregá-lo nas mãos do cliente. Lembre-se que você pode sim oferecer os serviços de consultoria e suporte por um certo tempo, agora se o seu cliente quer um blog, e não sabe nem como publicar nele, acho que é melhor ele procurar aprender primeiro. Se você estiver disposto a ensinar, cobre por isso, mas não se acorrente a um serviço que, na verdade, não é um serviço e sim uma responsabilidade que não deve ser sua.

      Quanto ao nível de permissões, o wordpress permite vários niveis de permissões, apenas o administrador pode mudar tudo, aconselho que dê uma procurada na web sobre o assunto. Já o blogger é diferente, quer dizer, até onde eu sei, faz muito tempo que usei blogger e nunca precisei gerenciar pois era o único que escrevia nele.

      Dois sites que me ajudaram muito a aprender sobre tudo isso quando eu estava começando a criar os meus blogs foram o http://criarsites.com e o http://ferramentasblog.com

      Espero ter ajudado.

      Um abraço!

  13. Olá Liute,
    Faz pouco tempo que tive contato com este mundo de design gráfico, e a cada dia me interesso mais, já até fiz um curso nessa área, mas acredito ter aprendido mais com você. Bem o que exatamente quero falar contigo é sobre a dificuldade “ao menos pra mim” de dar preço aos trabalhos, não tenho clientes, pois como disse no inicio faz pouco tempo e me sinto perdido no que diz respeito a preços. Agradeço se puder me ajudar de alguma forma. Ah! Parabéns pelo seu trabalho, que Deus te abençoe.

  14. caro cristian!
    desejo ingressar no mundo das impressões, estou começando com serviços tercerizados de impressão, meus clientes na maioria pedem para que eu crie a arte mais só entregue as impressões deixando tudo comigo.

    se puder entrar em contato comigo para maiores dicas e informações eu agradecerei.

    abraço
    fb.com/jocemar.paiva

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