Como me tornar um designer #8 – Contar com a sorte

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Jovem olhando através de binóculos ©Shutterstock

Em nosso último post desta série nós falamos sobre o meio de aprendizagem autodidata e de como ele acaba sendo uma das escolhas mais difíceis para ingressar na carreira do design. No artigo de hoje nós vamos falar um pouco sobre as oportunidades que não dependem diretamente de nós, mas que nós podemos buscar em prol do nosso desenvolvimento profissional.

Pelo título do post você pode estar imaginando que tenha a ver com “sorte” ou com uma ajudinha “divina” que possa alumiar o seu caminho durante esta longa jornada de aprendizado e formação. Mas não é necessariamente isso, o que quero dizer com sorte, é que você pode abrir caminho de uma forma mais eficiente se puder contar com a ajuda de outras pessoas, geralmente outros profissionais ou, como eu, com um chefe legal que invista em seu conhecimento.

Durante o período de estudos, seja em uma faculdade ou escola técnica, você pode se deparar com a necessidade de arrumar um emprego para cobrir seus custos com os próprios estudos ou para ganhar experiência dentro da área que você pretende trabalhar. Uma das etapas das modalidades de ensino convencionais é o período de estágio, que é obrigatório para que você possa ser aprovado em seu curso.

Conte com a ajuda de seu chefe

Pois bem, seja no período de estágio ou em um emprego convencional assalariado, você pode precisar fazer “aliados” que lutem pela sua causa, que o apoiem e vejam em você um profissional em potencial. Por exemplo, você pode fazer um acordo com o seu chefe para que, em troca de mais algumas horinhas por semana de trabalho, ele patrocine aquele workshop que você gostaria de ir, e que vai trazer maior conhecimento e experiência para que você cresça dentro da empresa. Ou ele pode pagar aquele cursinho tão legal sobre produção gráfica que vai fazer com que você melhore o seu trabalho dentro da sua área de atuação, trazendo benefícios para a empresa.

Note que, a abordagem é sempre de “ganha-ganha”, você deve fazer o seu chefe perceber que, se ele investir em você, você aplicará este conhecimento em seu trabalho, trazendo melhores resultados. Infelizmente não é sempre que podemos contar com este tipo de ajuda, mas se você sempre buscar desempenhar as suas atividades de maneira eficiente, vai conquistar a simpatia das pessoas ao seu redor e então poderá “se aproveitar” disso para conseguir apoio.

Conte com a ajuda de um tutor

Grupo de jovens em formação profissional ©Shutterstock
Grupo de jovens em formação profissional ©Shutterstock

Uma das recomendações para os que buscam o modelo de aprendizado autodidata é a possibilidade de ter um tutor. O tutor é um profissional que pode lhe ensinar diretamente as técnicas e conceitos para que você possa se profissionalizar. Sempre que possível, frequente feiras, visite estabelecimentos comerciais e faça amizades que podem lhe ser úteis quando você precisar. Se você tiver um amigo profissional, aproxime-se dele de modo que você possa “absorver” um pouco de conhecimento.

Uma estratégia interessante é se voluntariar a uma vez por semana ajuda-lo em seus trabalhos em troca de dicas ou ensinamentos sobre o ofício. Isso me faz lembrar o filme “Caratê Kid”, onde o aluno acaba prestando “favores” ao seu mestre para que este lhe ensine a lutar. Mas não viajando tão absurdamente, este tipo de troca de “favores” pode lhe ser útil, principalmente durante o período ocioso em que você não tiver nada de mais importante pra fazer.

Seja ambicioso e curioso

A ambição por conhecimento não é uma característica ruim, você deve sempre procurar absorver tudo o que for possível para crescer profissionalmente, mesmo que para isso você precise parecer chato, perguntando por tudo o que vir de diferente pela frente.

Jovem olhando através de binóculos ©Shutterstock
Jovem olhando através de binóculos ©Shutterstock

Quando eu começava no seguimento gráfico, eu mal conhecia os procedimentos de impressão e ficava maravilhado com as técnicas usadas pelo impressor offset, e de como ele conseguia controlar o resultado de impressão simplesmente “mexendo um pouquinho com a tinta”. Embora aquilo não tivesse muito a ver com a minha atividade dentro da empresa, sempre que possível eu dava uma escapadinha para ver de perto todo o processo de produção de uma chapa, até o momento em que ela era colocada na impressora offset e começava a rodar o serviço. Sempre que possível eu lançava um ou outra pergunta sobre o processo para ir me enriquecendo com novo conhecimento. Isso me possibilitou entender muito além do meu campo de visão (o limite da minha tarefa) e consequentemente produzir melhores resultados não só para mim, mas também para o próprio impressor que recebia todo um projeto que previa as suas próprias necessidades.

Estas são apenas algumas dicas singelas de como você pode alavancar o seu processo de formação. Poder contar com a ajuda de profissionais ou pessoas que podem investir em você é sempre uma boa chance de elevar o seu grau de conhecimento. Mas não se esqueça de que o primeiro passo sempre deve ser seu. Corra atrás, invista em você mesmo, não dê espaço para a preguiça e sempre busque por oportunidades, por mais que elas pareçam difíceis ou distantes. Até o próximo artigo!

1 COMENTÁRIO

  1. Liute, já sou um fã desse blog!! É muito show seus artigos! Sou estudante de Design, estou no quarto período, e trabalho em agência de publicidade, sempre que estou sem Job tô aqui em seu blog kkkkk. Parabéns cara, excelente trabalho!

  2. LIUTE CRISTIAN, como sempre os seus artigos são maravilhosos e estão me ajudando bastante na minha carreira profissional. Parabéns! Continue com o seu trabalho excelente. Deus te abençoe.

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