Para que você possa utilizar a cor de forma efetiva e consequentemente compreender os processos de gerenciamento de cores, é necessário entender o que a cor é e como ela funciona. Neste artigo vamos abordar uma introdução à teoria da cor, que será a porta de entrada para diversos outros conceitos que estudaremos a seguir.

Isaac Newton (1642-1727) não foi apenas o físico responsável pela lei da gravitação universal, ele também foi um dos nomes mais importantes para o desenvolvimento das teorias de cores que estudamos até hoje.

Este artigo faz parte da série Gerenciamento de Cores. Clique no link para ler todos os capítulos desta série.

Naquela época, era comum acreditar que a cor consistia em uma mistura de luz e escuridão. Um cientista postulou que a escala cromática ia de um vermelho brilhante, proposto como a luz pura, até o azul e o preto (escuridão). Newton inferiu que essa ideia seria incorreta na medida em que uma página branca com escrita em preto não parecia colorida quando vista à distância. Em vez disso, o preto e o branco se fundiam e pareciam cinza.

Cor é como o cérebro (dos seres vivos animais) interpreta os sinais eletro nervosos vindos do olho, resultantes da reemissão da luz vinda de um objeto que foi emitida por uma fonte luminosa por meio de ondas eletromagnéticas e que corresponde à parte do espectro eletromagnético que é visível.

Na segunda metade do século XVII, diversos cientistas estavam fazendo experiências com prismas. A visão geral era de que um prisma era responsável por colorir a luz, o que explicava o ponto colorido visto quando se projetava luz em uma superfície através de um prisma.

Em 1665, Newton realizou seus próprios experimentos, refratando a luz através do prisma sobre uma superfície muito mais distante. Os resultados confirmara que, em vez de colorir a luz, o prisma a dividia nas cores do arco-iris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta.

Em 1666, ele criou um diagrama circular com as sete cores dispostas ao longo de sua circunferência (círculo cromático). Como ferramenta para tentar entender e selecionar a cor, o círculo cromático permanece essencialmente inalterado até hoje.

Vários estudiosos do passado se dedicaram a entender o fenômeno das cores. Os primeiros sistemas de cores foram os de Newton e de Goethe. Estes sistemas se concentravam mais em saber como se formavam as cores.

Círculo Cromático de Newton
Círculo de Goethe

O Sistema de Chevreul, mais recente, também utiliza de um eixo vertical que indica o brilho e a saturação da cor. O sistema esférico de Otto Runge pretende descrever e encontrar harmonias cromáticas. Aqui, as cores puras e suas misturas situam-se no equador da esfera, e enquanto se aproximam do centro, pendem para a cor cinzento médio. Assim, as cores tornam-se escuras em direção ao polo inferior até atingir o preto, e tornam-se claras , até ao polo superior, atingindo o branco.

Sistema de Chevreul
Sistema de Otto Runge

Estes são sistemas de cores que visam organizar e racionalizar o estudo das cores no intuito de se constituir uma teoria das cores, no entanto a harmonia entre as cores não é assim tão objetiva. Hoje sabe-se bem que a cor é um fenômeno subjetivo, pois ela é constituída de ondas eletromagnéticas de uma faixa de frequência que as colocam dentro do que denomina-se espectro visível, ou seja, a faixa de frequência daquelas ondas que são captadas pela sensibilidade dos olhos humanos.

Cor é como o cérebro (dos seres vivos animais) interpreta os sinais eletro nervosos vindos do olho, resultantes da reemissão da luz vinda de um objeto que foi emitida por uma fonte luminosa por meio de ondas eletromagnéticas; e que corresponde à parte do espectro eletromagnético que é visível (380 a 700 nanômetros – 4,3×10^14 Hz a 7,5×10^14 Hz). A Cor não é um fenômeno físico. Um mesmo comprimento de onda pode ser percebido diferentemente por diferentes pessoas (ou outros seres vivos animais), ou seja, cor é um fenômeno fisiológico, de caráter subjetivo e individual. – Wikipedia

Newton supôs que a luz era feita de partículas ou “corpúsculos”, enquanto isso, o físico holandês Christiaan Huygens (1629-1695) estava desenvolvendo a ideia de que a luz existe em ondas. A teoria de Newton explicava o reflexo e a refratação da luz e a projeção das sombras, mas a teoria das ondas explicava por que as bordas das sombras não eram nítidas.

Em 1864, o físico francês James Clerk Maxewl (1831-1879) sugeriu que aluz era de natureza eletromagnética e se propagava como uma onda da fonte ao receptor. No fim do século, depois de Heinrich Hertz (1857-1894) ter descoberto as ondas de rádio e Wilhelm Röntgen (1845-1923), os raios X, o pensamento científico sobre a luz passou por uma revolução.

A luz visível encontra-se em um espectro que também inclui as ondas de rádio (comprimentos de onda maiores) e os raios X (comprimentos de onda menores), e as cores do espectro surgem em ordem decrescente de comprimentos de onda. Albert Einstein (1879-1955) sugeriria mais tarde que a luz, no fim das contas, poderia realmente ser constituída de partículas, propondo aos físicos um enigma que eles ainda não resolveram. Aqui também tem outro texto sobre o assunto.

Para complementar estes conceitos, abaixo você pode acompanhar dois vídeos que abordam os princípios básicos da teoria da cor:

Teoria da Cor – Tatiane Gaião

Entenda tudo sobre teoria das cores – NOIZ Criatividade

Referências deste artigo:

Espero que você tenha gostado deste capítulo. Não se esqueça de acompanhar os demais capítulos publicados clicando aqui. Até o próximo post!

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