Um grande vilão nos resultados de trabalhos impressos ou distribuídos na web é o gerenciamento de cores. Poucos profissionais conhecem o suficiente sobre o assunto para garantir que as cores visualizadas na tela do computador fiquem iguais as que são impressas.

Isso não se limita ao que você vê na sua tela ou no papel, as variações de cores podem acontecer quando um trabalho é visualizado em monitores diferentes ou quando o material é impresso em impressoras de marcas ou modelos distintos, sem falar que até mesmo o tipo de papel influência diretamente em como as cores vão se parecer.

Este artigo faz parte da série Gerenciamento de Cores. Clique no link para ler todos os capítulos desta série.

Para que serve o gerenciamento de cores?

O gerenciamento de cores permite que você preserve ou preveja a aparência das cores em diferentes mídias e dispositivos. Pode parecer redundante eu falar isto aqui, uma vez que já vimos estes conceitos sendo apresentados no nosso primeiro artigo. Mas é importante que esta mensagem fique clara na sua cabeça.

O gerenciamento de cores funciona fazendo o mapeamento de valores das cores dependentes de dispositivo (a impressora HP tem um jeito de representar as cores e a impressora Epson tem outro jeito de representar as cores, por exemplo) para valores absolutos das cores independentes de dispositivo no espaço de cores LAB ou XYZ.

Cada profissional tem um fluxo de trabalho exclusivo, assim como os equipamentos que ele utiliza. Um fluxo de trabalho pode consistir em ocasionalmente imprimir fotos editadas no Photoshop, realizar trabalhos de impressão exclusivamente em preto e branco ou usar o Illustrator ou CorelDRAW para orientar um entalhador a laser ou um cortador de vinil.

O gerenciamento de cores oferece ferramentas poderosas para eliminar o trabalho de “adivinhação” quanto a aparência das cores, além de garantir que as cores no trabalho final sejam exibidas exatamente da maneira desejada. Em última análise, a compreensão das vantagens e das limitações do gerenciamento de cores permite que você dedique mais tempo ao trabalho criativo, a parte que realmente importa.

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Imagine o seguinte fluxo de trabalho, onde uma equipe criativa está trabalhando no desenvolvimento de uma revista ou catálogo de produtos:

  1. O fotógrafo precisa capturar e editar suas imagens tendo certeza de que suas fotos serão impressas com a qualidade e fidelidade de cores necessárias. O aplicativo Lightroom, por exemplo, precisa estar devidamente calibrado em conjunto com o monitor e a câmera do profissional.
  2. O designer gráfico que usará estas imagens precisa ter certeza de que as está vendo com a mesma aparência e consistência de cores que o fotógrafo no momento em que elas foram capturadas, e que podem ser tratadas dentro do fluxo de trabalho que ele tem disponível, com liberdade, inclusive, de influenciar de maneira controlada no resultado. O Photoshop e o Illustrator, em conjunto com o monitor e scanners precisam estar devidamente calibrados e usando os mesmos padrões de configuração.
  3. O diretor de arte precisa ter total controle sobre as cores que o fotógrafo e o designer estão vendo, e ter a certeza de que todos os três estão enxergando o mesmo resultado, por mais que estejam vendo em dispositivos diferentes. As impressoras de amostras e o monitor do diretor de arte precisam garantir a mesma fidelidade das etapas anteriores.
  4. O diagramador por sua vez irá configurar o layout da página com a certeza de que todas as etapas anteriores foram desenvolvidas usando o mesmo perfil de calibração de cores do seu aplicativo, como o InDesign por exemplo.
  5. O arte-finalista precisa ter segurança ao considerar que toda a equipe de trabalho usou o mesmo perfil de cores: o fotógrafo capturou as imagens que foram tratadas pelo designer e diagramadas pelo diagramador (todo mundo com um equipamento diferente), gerando um arquivo em PDF que está preparado para o processo de impressão
  6. O impressor, linha final do processo de produção, pode imprimir o trabalho com segurança, sabendo que todo o fluxo de trabalho seguiu rigorosamente as especificações de perfil de cores do seu equipamento.

O gerenciamento de cores garante que as cores permaneçam as mesmas, ou sofram o mínimo de variação possível, desde a primeira até a etapa final do processo. É claro que existem diversas outras etapas intermediárias de verificação e testes antes de um trabalho a ser impresso. Mas já deu pra notar a quantidade de riscos de falha a que o processo é exposto.

O gerenciamento de cores está sendo implementado cada vez mais em uma grande variedade de softwares e hardwares, desde sistemas operacionais, navegadores da Web, aplicativos de edição de imagens e de editoração eletrônica até impressoras e monitores.

Sem uma compreensão dos princípios básicos do gerenciamento de cores, entender o que está acontecendo com as cores de um projeto em diferentes dispositivos e mídias pode ser frustrante.

O gerenciamento de cores é a solução que faltava para você começar a desenvolver trabalhos consistentes e garantir excelentes resultados de fidelidade de cores.

Não perca os próximos artigos, nós vamos falar sobre alguns conceitos importantes para que você possa aprender mais sobre o gerenciamento de cores.

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