A série Produção Gráfica vem explorando um campo de estudo muito importante para designers gráficos, diretores de arte e arte-finalistas. Nesta série nós aprendemos desde os princípios que norteiam os processos de impressão, a conceitos que podem ser determinantes na concepção de projetos para impressão.

Uma parte das referências usadas para a construção desta série pode ser encontrada no livro Produção gráfica para designers, de André Villas Boas, todavia, outros livros como Impressão e acabamento, de Gavin Ambrose e Paul Harris, podem trazer ainda mais informações importantes, recomendo a leitura de ambos. Além disso, o texto é baseado em minha experiência pessoal como arte-finalista e produtor gráfico por 8 anos, atuando no segmento gráfico e de pré-impressão, além de referências coletadas em diversas fontes na internet.

No artigo de hoje vamos abordar a classificação dos processos de impressão, sendo melhor classificados quanto sua forma e tipo de funcionamento da matriz. Podemos classificar os processos de impressão em cinco:

Planografia

Nos sistemas planográficos, a matriz é plana. O princípio básico do sistema planográfico é a incompatibilidade reciproca entre água e substâncias gordurosas, de modo que as zonas impressoras sobre a fôrma atraem a tinta gordurosa e repelem a água e as zonas não impressoras fazem o contrário.

É através de fenômenos físico-químicos de repulsão e atração que os elementos utilizados (tinta e água) se alojam nas áreas gravadas para sua reprodução no suporte. Por isso que a matriz é plana. Dois exemplos desse tipo de impressão são o offset e a litografia. – Office Total Shop.

Nós vamos estudar em maiores detalhes cada um destes processos de impressão nos capítulos seguintes (continue acompanhando a série aqui do Clube do Design), cabendo a este aqui apenas as definições de cada uma para que você seja capaz de diferenciar cada classificação e possa compreende-las quando forem mencionadas.

Eletrografia

Você provavelmente já usa eletrografia diariamente, pode apenas não se dar conta disso por não conhecer o termo. Este é o processo usado por impressoras e copiadoras que usam tonner. O tonner é um pó seco carregado eletricamente (carga negativa) usado para imprimir a partir de um original (copiadoras) ou a partir de dados de computador (impressoras).

O processo de funcionamento é bem popular. Nas copiadoras, o original impresso é iluminado por uma forte lâmpada e a luz refletida é direcionada através de espelhos e lentes para um cilindro fotoimpressionável, que ioniza-se positivamente nas partes correspondentes às áreas a serem impressas.

O tonner, que é de carga negativa, adere ao cilindro nessas áreas e por transferência direta imprime o papel. O papel impresso passa então por um forte e rápido aquecimento que funde o tonner, fazendo-o aderir ao papel.

Permeografia

A permeografia é um tipo de impressão realizada mediante uma matriz permeável. Os elementos que serão impressos são formados por áreas permeáveis ou perfuradas da matriz. Dois exemplos desse tipo de impressão são a serigrafia e o pochoir (também conhecido como estêncil).

O processo é relativamente barato, adequado para tiragens pequenas ou médias sobre o papel. Em tecidos, é o processo que oferece o melhor custo-benefício. A qualidade de impressão depende da densidade da tela, do equipamento, da qualificação da mão de obra e do original a ser reproduzido.

Relevografia

Também conhecido como processo tipográfico, utiliza chapas de metal, geralmente aço ou cobre, gravada em oco e entintadas nas partes escavadas, produzindo imagens e textos em relevo.

Exemplos bem cotidianos de relevografia são os carimbos, a flexografia e a tipografia. Utiliza matriz em alto relevo para capturar tinta e transferi-la para o suporte.

Encavografia

Utilizando um mecanismo contrário ao da relevografia, nesse processo é usada uma matriz em baixo relevo. Os elementos que serão impressos são formados por sulcos em baixo
relevo na matriz, que armazenam a tinta que será transferida para papel ou outro suporte mediante pressão. É o caso da rotogravura. – Processo encavográfico.

A gravação é produzida por uma ponta de diamante que grava em vibração os impulsos recebidos pelo RIP (equipamento ou software responsável por converter imagens em linguagem legível pelas impressoras) sobre uma chapa ou cilindro.

Processos digitais

Existem inúmeros processos de impressão que são confundidos com processos digitais, como é o caso do eletrográfico, porém, podemos definir por processos digitais aqueles que usam uma matriz virtual, gerada por computador.

São adequados, em geral, para tiragens únicas, como provas de layout de impressão que serão produzidos em escala industrial, como as impressões a jato de tinta, transferência térmica ou sublimação.

Processos híbridos

Os processos considerados híbridos são aqueles que combinam dois ou mais processos de impressão. São geralmente muito específicos e desenvolvidos por companhias que patenteiam a tecnologia a fim de aproveitar o melhor de cada processo.

Um exemplo especialmente relevante é o desenvolvido pela empresa israelense Indigo Digital Press, adquirida em sua totalidade pela HP em 2001, que une o sistema laser e o offset, usando uma tinta especial chamada eletroink.

Nesse sistema um laser sensibiliza um cilindro carregando-o eletrostaticamente. Em seguida a tinta é transferida para uma blanqueta que passa a tinta para o papel. Deste modo une-se a alta resolução com a qualidade de impressão offset. – Cardquali.

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