Quando falamos em impressão profissional, a maioria das pessoas lembra de cara do Offset, escolhendo inclusive este processo de forma, digamos, automática quando precisa imprimir algo. Entretanto, offset não é o único processo de impressão que existe, e você deve prestar atenção nisso quando decidir imprimir.

Este artigo faz parte da série Produção Gráfica. Clique no lik e leia os capítulos disponíveis.

A escolha do método de reprodução deve levar em consideração alguns parâmetros que envolvem não apenas a qualidade do impresso, mas também prazo, custo e operacionalização do processo.

Neste artigo vamos abordar os principais critérios na hora de escolher um processo de impressão, e nos capítulos posteriores, vamos conhecer em detalhes cada processo para que a sua escolha se torne ainda mais embasada e confiável.

Da decisão pelo processo de impressão, você deve levar em consideração os seguintes critérios:

  • Vantagens e deficiências do processo
  • A quantidade impressa (ou tiragem)
  • O custo
  • O tipo de suporte
  • A disponibilidade de fornecedores
  • A sua familiaridade com o processo
  • A usabilidade

Vantagens e deficiências do processo

Você deve avaliar a adequação do processo de impressão escolhido ao seu tipo de projeto. Se o seu trabalho precisa ser colorido, se possui fotos ou se deve ser impresso em um papel específico, alguns métodos de impressão são automaticamente descartados.

A quantidade impressa (tiragem)

Quando um projeto gráfico precisa ser impresso em um número reduzido, com 100 ou 200 unidades apenas, processos digitais ou eletrográficos podem ser mais interessantes. Consulte o artigo anterior para entender a diferença.

Outros processos oferecem diversas vantagens se forem rodados em quantidades maiores. 5.000 ou 10.000 unidades de um livro, por exemplo, podem não ser viáveis em offset plano ou rotativo.

Custo

Muitas vezes o custo está diretamente ligado à tiragem. Como mencionado, alguns processos como o Offset ou Flexografia oferecem menor preço para grandes quantidades, o que não ocorre nos processos digitais ou a toner, principalmente por causa do método de confecção das matrizes de impressão.

Certos processo apresentam alto custo fixo, que só é compensado com uma tiragem grande, esse valor então fica diluído pelo custo unitário de cada exemplar, apresentando uma boa relação custo/benefício.

Se a tiragem for baixa, o custo aumenta absurdamente, justamente por causa do custo fixo. O preço que você paga para confeccionar as matrizes é o mesmo, independente da quantidade.

Suporte

Nem todos os processos e impressão permitem usar todo tipo de suporte. Se você quiser rodar o seu projeto em papel, papelão, plástico, metal? Isso deve ser avaliado primordialmente.

Disponibilidade de fornecedores

É óbvio que não adianta escolher um processo de impressão se não há fornecedores que o viabilizem. Certifique-se de que há bons prestadores de serviços próximos que podem atender a sua demanda.

Familiaridade com o processo

Entender o processo de impressão que você vai usar é fundamental para o sucesso do projeto. Se você não conhece as etapas do processo de produção e não possui um profissional à disposição para acompanhar todas as etapas necessárias, talvez seja melhor não arriscar.

Geralmente, o processo de impressão é escolhido pelo diretor de arte, produtor gráfico ou designer antes mesmo de começar a projetar a peça. Esta escolha, inclusive, influência diretamente em como o material será criado nos programas de computador.

Usabilidade

O processo de impressão usado deve levar em consideração as condições adversar a que a peça, produto ou material impresso serão submetidos. Usar adesivo recortado, por exemplo, em um local ao alcance das pessoas pode facilitar para que a peça seja arrancada.

O processo utilizado se torna elemento facilitador para a degradação do produto, embora possa ter produção mais rápida, custo mais baixo e aparência mais moderna, ter de refazer um material várias vezes por que ele não durou o suficiente pode custar mais caro.

Relação Custo x Benefício

Um dos princípios mais básico de qualquer investimento é a relação Custo x Benefício. O custo pode ser considerado alto se comparado ao benefício que possa trazer e vice-versa. Colocar na balança um custo alto mas que traga benefícios suficientes, ou um custo baixo que tenha a devida justificativa é seu dever antes de escolher um processo de impressão.

Investir alto em processos de impressão de qualidade podem trazer grandes benefícios no curto e médio prazos, com lucros que tornam o investimento aceitável.

Um exemplo são os processos digitais, que possuem característica de alto custo em cada unidade impressa em relação aos processos tradicionais, mas são muito mais rápidos e dispensam fotolitos ou matrizes físicas. O custo alto é compensado se o processo for usado em pequenas tiragens.

Outro exemplo muito comum, a necessidade de valorizar um impresso, mas sem aumentar os custos. A opção de impressão mais usada hoje em dia é a colorida (policromia) sobre papel couchê, que tem custo mais alto. Mas e se usarmos um processo de impressão em duas cores, e escolher um papel com uma textura ou cor diferentes? A relação Custo X Benefício pode ser semelhante, mas o custo estará mais baixo.

É fundamental que você compreenda a diversidade de processos de impressão disponíveis no mercado e como eles podem ser adequados a cada caso. É possível encontrar muitos recursos, suportes e acabamentos disponíveis, e a combinação entre eles pode trazer excelentes resultados por custos relativamente baixos.

Leia os demais artigos desta série e conheça tudo o que já estudamos até aqui. Nos próximos capítulos vamos conhecer em detalhes com cada processo de impressão funciona.

Desta forma, você tem muito mais poder de escolha, e pode desfrutar deste poder ao invéz de simplesmente optar por offset na hora de rodar o seu material.

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