Como usar imagens de referência em seus desenhos: 8 dicas essenciais

As referências de fotos podem ser ferramentas poderosas - veja como é bom usá-las.

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Se você é um artista que está aprendendo a desenhar e pintar em um estilo de representação, é provável que você use uma imagem de referência em seu trabalho em algum momento.

Ter uma referência de foto pode ser uma ferramenta poderosa. No entanto, também pode prejudicá-lo se você não souber como compensar as inadequações e distorções da foto. Cada projeto é diferente, mas estes são os principais princípios que você deve seguir para usar corretamente suas referências.

01. Não copie a referência 100%

A tentação de copiar cada pixel de uma referência está sempre presente na vida de um artista. As pessoas e as coisas, obviamente, não parecem iguais em uma foto como na vida real, então lembre-se de que a referência existe para você obter informações sobre a proporção, os valores, as bordas e as cores. Para obter um resultado realista, você provavelmente terá que se desviar da referência. Às vezes, esse desvio será extremo e outras vezes será sutil.

02. Analise se é necessária uma referência fotográfica

Isso pode parecer uma pergunta simples, mas é importante se perguntar frente a frente. Trabalhar diretamente com o objeto lhe dará o resultado mais realista e efetivo. Isso nem sempre é possível, mas certifique-se de que você não está apenas usando uma referência de foto por padrão. Se você puder, adéque rapidamente algo em seu estúdio, sem muita dificuldade, tente este caminho.

03. Tire sua própria foto de referência

Quando possível, tire você mesmo as fotos de referência. Cada projeto exige algo um pouco diferente de uma referência usual. Pode ser tentador procurar apenas rapidamente na internet e trabalhar com uma referência que não é exatamente o que você precisa. Se possível, aproveite o tempo extra e fotografe a referência você mesmo.

04. Procure elementos “estranhos”

Quando vemos algo estranho em uma foto, aceitamos prontamente isso. Não questionamos a estranheza, por causa da capacidade inerente de uma câmera de documentar a realidade. No entanto, como artista, precisamos cuidar das coisas que podem parecer estranhas quando transferidas para tela ou papel. Perspectiva forçada, ângulos estranhos ou iluminação, ou mesmo distorção pesada da lente podem aparecer nas fotos. Se você está atento a essas estranhas áreas, pode melhorar isso.

05. Evite referências sobre-expostas

Muitas vezes eu vejo artistas usando referências de fotógrafos de moda e outros campos mais focados de fotografia. Na maioria das vezes, esse tipo de referência não fornecerá o que eles precisam. Por exemplo, os fotógrafos de moda deformam as sombras no rosto de forma deliberada para dar ao modelo um visual artístico e diferente. Isso abrange uma infinidade de falhas no rosto, mas fornece ao artista nenhuma informação sobre a estrutura.

06. Foco na iluminação

A iluminação em uma foto de referência deve ser a consideração mais importante para um artista. Para entender a estrutura do que você está desenhando ou pintando, você deve ter uma iluminação apropriada. As luzes e sombras precisam ser claramente visíveis e compreensíveis. Quanto mais direto for a iluminação, melhor se traduzirá em uma obra de arte.

07. Lembre-se de que as fotografias endurecem bordas

As fotografias naturalmente endurecem as bordas de valores diferentes, a menos que seja aplicado um filtro. Uma transição suave da sombra para a luz na bochecha de um modelo costuma parecer bastante severa em uma foto. Quando você desenhar ou pintar a partir de uma referência, certifique-se de errar no lado de bordas macias. Esse pouco de compensação ajudará a manter sua arte de aspecto plano e irreal.

08. Estudos de cores separadamente

A distorção das cores nas fotografias pode variar de sutil a extremo
Praticamente, cada um de nós pegou uma foto com o ajuste de equilíbrio de branco errado, apenas para descobrir mais tarde que nossa imagem é uma sombra esmagadora de azul ou laranja. A distorção das cores nas fotografias pode variar do sutil a extremo. A melhor maneira de combater esse problema é observar os objetos na vida real, reunir o maior número possível de referências ou fazer estudos de cores separados de sua referência.

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