Você não precisa largar o seu emprego para ser um freelancer, eu trabalhei como freelancer mesmo empregado durante muito tempo. Enquanto trabalhava em uma gráfica, fui professor, atendi diversos clientes fora do meu horário de expediente e até mudei de emprego. Esta foi a minha vida de freelancer durante mais de 7 anos.

Este artigo faz parte do Diário de um freelancer, um ebook gratuito do Clube do Design. Você pode fazer o download dos capítulos disponíveis do ebook clicando aqui ou ler os capítulos publicados no blog clicando aqui. Novos capítulos são adicionados toda semana, e você pode acompanhar todas as publicações aqui e no canal do Clube do Design no Youtube.

O tempo pode ser o maior dos seus problemas, mas se você souber gerenciá-lo pode se dar bem e aproveitar as oportunidades que surgirem. No meu caso, os primeiros clientes surgiram dentro da gráfica onde eu trabalhava, aqueles que queriam furar a fila da criação pois tinham alguma coisa urgente pra fazer.

Foi assim que eu comecei a levar trabalho pra casa. Fazendo um flyer de noite, um catálogo aos finais de semana. Eu tinha o equipamento e as ferramentas em casa, então não era difícil desenrolar um ou outro projeto de vez em quando.

Pode parecer ruim ter de trabalhar algumas horas a mais e não ter tempo para a família, mas é tudo uma questão de estratégia e de tempo. Eu estava preparando o ambiente para futuramente eu ter condições de caminhar com as próprias pernas, e eu não conseguiria isso de uma hora pra outra.

Durante muito tempo eu atendi clientes fora do expediente comercial, perdi o sono, precisei me esforçar cada vez mais para atender a demanda que crescia. Este era o indicativo que estava dando certo e de que logo eu poderia fazer uma escolha:

Continuar no emprego ou ser um freelancer?

Eu resisti por muito tempo por causa do medo, medo de não ter o salário todo mês, dos benefícios para a minha família, isso realmente te faz pensar e ficar relutante. Confesso que eu não precisei decidir, eu fui demitido do último emprego, então eu não fiz nenhum esforço.

Mas esta não é a questão: eu não estava preocupado por ter saído do emprego. Eu fui demitido e não precisei sair correndo para arrumar uma nova vaga no mercado de trabalho. Não! Eu já tinha a faca e o queijo na mão, só faltava a decisão. Veja só, a demissão era a oportunidade que eu precisava para seguir em frente.

Hoje eu trabalho para mim mesmo, mantenho o trabalho freelancer na internet, ensinando pessoas, gravando vídeos, atendnendo clientes. Mantenho ainda um blog com milhares de acessos diários, um canal com mais 230mil inscritos além de projetos paralelos, como a minha própria escola online, a Suíte Criativa.

Hoje eu tenho muito mais trabalho do que tinha antes, porque eu tenho tempo livre. Mas eu não precisei largar o emprego para começar a me preparar, para começar a modelar o meu futuro até que chegasse o momento de seguir em frente.

Ser freelancer não significa que você precisa largar o seu emprego, você pode ser freelancer de muitas maneiras. Se você se sentir melhor fazendo isso sozinho e tocar o seu próprio negócio, vá em frente! Apenas tome os devidos cuidados, avalie a situação, vale a pena? Então esta é a sua chance!

Veja o vídeo deste capítulo

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