Agora que você já sabe que o design é uma ferramenta para resolver problemas e que ele está em todo lugar, talvez se pergunte: Mas o que exatamente um designer faz no dia a dia de trabalho? A resposta é muito mais ampla do que a maioria das pessoas imagina. O mercado de trabalho não se limita a desenhar logótipos; ele é uma área vasta com diversas especialidades.
Cada uma dessas áreas exige o mesmo olhar crítico que começamos a treinar, mas aplica esse conhecimento em formatos e lugares diferentes. Conhecer essas opções ajuda você a entender qual caminho combina mais com o que você gosta de fazer.
As principais áreas de atuação
Um designer gráfico pode escolher focar em apenas uma área (tornando-se um especialista) ou trabalhar com várias delas. Abaixo eu separei alguns dos campos mais procurados pelas empresas:
- Identidade Visual (Branding): É a criação de marcas. O designer define o logótipo, as cores e o estilo das imagens para que a empresa seja reconhecida em qualquer lugar.
- Design de Interface (UI): Focado no mundo digital. É o profissional que desenha as telas de aplicativos e sites para que a navegação seja fácil e clara para o usuário.
- Design Editorial: Cuida da organização de textos e imagens em materiais de leitura longa (como livros, revistas, jornais e e-books).
- Design de Embalagens: Cria embalagens que protejam o produto, informem o consumidor e chamem a atenção na prateleira do mercado.
- Design para Redes Sociais (Social Media): Criação de conteúdos visuais rápidos e atrativos para plataformas como Instagram, Facebook e LinkedIn.
- Sinalização e Ambientação (Comunicação visual): Organiza o espaço físico com placas de sinalização, como as de fachada, estabelecimentos comerciais, mercados, hospitais, etc.
Essa é uma lista bem compacta das principais atividades que a maioria das pessoas que entram no mercado criativo podem atuar. Mas o designer pode aplicar seus conhecimentos em diferentes segmentos que nem sempre tem uma nome ou um cargo tão óbvios.
Eu, por exemplo, trabalho na área de comunicação de uma empresa que gera energia. Sou Analista de Comunicação Sênior e boa parte das minhas atribuições envolve criar projetos de comunicação visual, logotipos e material para internet. A principal diferença é que eu faço isso pensando no público interno, as pessoas que trabalham na mesma empresa que eu.
A trajetória de quem vive o design na prática
É muito comum começar em uma área mais técnica e ir expandindo os seus conhecimentos. Eu mesmo iniciei a minha jornada de forma muito prática: trabalhando como retocador de fotos para documentos de identificação. Essa base me levou para a área de impressão e produção gráfica, onde aprendi na vida real como as cores e os papéis se comportam.
Com o tempo, levei esse conhecimento para o setor corporativo, trabalhando na comunicação de grandes empresas. Ali o desafio era organizar mensagens importantes: desenvolvi campanhas de endomarketing (marketing interno para funcionários), informativos impressos, peças de publicidade, materiais para intranet e comunicação interna. Toda essa bagagem prática também me ajudou a construir materiais didáticos e a dar aulas quando me tornei professor. O design é, acima de tudo, uma jornada de evolução constante.
O designer como tradutor visual
Não importa a área que você escolha, o seu papel será sempre o mesmo: atuar como um “tradutor”. O cliente tem uma mensagem e você usa imagens, cores e textos para entregar essa mensagem da melhor forma possível. Você pode trabalhar dentro de uma grande empresa, em uma agência de publicidade (atendendo vários clientes) ou trabalhar por conta própria como freelancer.